QUALIDADE E EXCELÊNCIA!
A PIMENTA MALAGUETA APROVA!

“Os livros são o tesouro precioso do mundo e a digna herança das gerações e nações."
Henry David Thoreau
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
A Bahia de outrora: BAHIA DE TODAS AS FESTAS
A Bahia de outrora: BAHIA DE TODAS AS FESTAS: V O CÊ J Á F O I Á BAHI A ? N Ã O? EN T ÃO ,V Á ! BAHIA DE TODAS AS FESTAS Dizem as más línguas que ba...
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
CONVERSA FIADA: DEPOIS DA INVENÇÃO DO BRASIL VIRÁ A SEPARAÇÃO DO B...
CONVERSA FIADA: DEPOIS DA INVENÇÃO DO BRASIL VIRÁ A SEPARAÇÃO DO B...: CUNV E RSÊ,CONV E RSAR,PAROL Ê ,PAROLAR... DEPOIS DA INVENÇÃO DO BRASIL VIRÁ A SEPARAÇÃO DO BRASIL? Um cidadão c...
terça-feira, 26 de abril de 2016
SOBRE O LIVRO
O BLOG DO ESCRITOR
SOBRE O LIVRO
O que é um livro?
Páginas em branco cercadas de caracteres por todos os lados, envolta numa capa
colorida que protege as ideias que
contém.
Seria apenas isso?
Não, porque o livro é,sobretudo,o
caminho mágico onde se pode penetrar no pensamento de alguém e o valor deste
pensamento pode estar na matéria escrita ou na forma como o autor se
expressou,ou seja, de que maneira o autor percebeu aquele acontecimento e o
transmitiu.
Esse tema pensado pode
ser qualquer um, desde política até
fofocas na vizinhança, casos vistos e contados,histórias inventadas ou a mera realidade reproduzida pela visão
daquele escriba.Alguns livros transmitem valores ,outros apenas divertem,alguns
fazem pensar,a maioria de uma forma ou de outra reflete a comunidade ,e, ai é
que está a diferença entre os clássicos que formam gerações e ,ás vezes,ajudam
a transformar uma sociedade e os livros passageiros que não passam da
primeira edição e raramente são lidos ou vendidos.
Toda a ficção, a história,os costumes ,as narrativas
estão incluídos neste caso.
Por isso eu afirmo que,
sendo cada ser humano uma biblioteca,todos deveriam escrever um livro e
publicá-lo,independente do seu valor ou não,pois,isto fica por conta do futuro
e de como as novas gerações serão influenciadas por ele,como objeto.Todo livro
é valioso!
O objeto, livro, pode
ser escrito por qualquer um, o que é pensado
é que faz a diferença e ai entra o sujeito,o
autor,cuja forma de conceber esse pensamento é que torna o livro importante e
perene.Ou,não.Se o livro é único e de grande valor,o mesmo vale para seu autor.
O mérito de um escritor
, digno de virar clássico, cresce quando
ele se preocupa menos com o objeto ,livro e mais com o assunto abordado ,que
deve ser atual , interessante ou ,ainda,desafiador.Essa é a diferença entre um
clássico e os outros...
Pessoas comuns podem
nos oferecer livros impactantes, como crimes célebres,viagens a países
exóticos,assuntos corriqueiros na política ,gastronomia , com suas belas páginas
coloridas e apelativas,narrar fenômenos naturais,experimentos científicos etc
que tiveram tempo para pesquisa e investigação.Nesse caso ,o importante é a
matéria escolhida que contém a impressão do espírito do autor ,ou seja,o modo
como ele vê o mundo ,mas,muitos ,também veem esse mesmo mundo,cada qual de
forma diferente.
Mas,quando se dá
importância á forma ,ou seja, ao
pensamento,ai só uma mente privilegiada pode nos dar algo que fica e temas que
,também,nos farão pensar e - quem sabe –
ajudar a mudar conceitos e transformar o mundo.
Entretanto, é
sabido,que o público prefere mais a
matéria superficial – note-se o sucesso
dos best-sellers – do que o livro reflexivo que ensina a pensar.
Já com a poesia é
diferente. A criação poética se sobrepõe
á matéria,e o público,leitor ,enlevado pela beleza,ritmo e
a forma dos
versos,acaba ,também,se interessando pelo poeta que os criou e conseguiu
sintetizar toda beleza e sentimento do mundo nuns poucos versos.
O livro lido melhora a
compreensão do mundo, a conversação, e,consequentemente ,o entendimento entre
os povos,pois,ninguém resiste a um bom papo, diversificado,bem
humorado,vivo,inteligente,capaz de prender a atenção do ouvinte.Claro,falar
bem,prender a atenção de uma plateia é um dom,mas,o conhecimento ajuda
muito,pois,as conversações geralmente se baseiam em assuntos populares ou do
cotidiano,que,quando bem conduzidas levam a plateia ao delírio.
Entretanto, existem
pessoas cultas que não conseguem prender a atenção de ninguém, pois, são
herméticas demais ou pouco comunicativas,além de lhes faltar” sense of humour “
ou desconfiômetro para perceber que seu
papo não está agradando.Como diz o ditado espanhol:”mais sabe o ignorante na sua
casa que o sábio na casa alheia. “
LIVRE PENSAR É SÓ PENSAR
ENTREVISTA DO ESCRITOR LAURENTINO GOMES CONCEDIDA AO SITE "HISTÓRIA VIVA" , POR MAURICIO MILANI
Prêmio Jabuti de 2008 em duas categorias pelo livro 1808, o jornalista e escritor Laurentino Gomes está em fase de criação de 1822, obra sobre a Independência, com a mesma linguagem leve que fez do volume anterior um fenômeno editorial, com meio milhão de exemplares vendidos. A nova editora do escritor é a Ediouro, que além do livro impresso, lançará o conteúdo em vários formatos, incluindo graphic novel e DVD. “Para o bem e para o mal, somos herdeiros desse período. É como se fosse o nosso DNA”, diz Laurentino. A seguir, trechos da entrevista concedida a História Viva.
História Viva – Como será o próximo livro?
Laurentino Gomes – Vai retomar a narrativa no ponto em que terminei o1808. Como vou tratar da Independência, o título será 1822. Estou lendo cerca de 80 livros sobre o tema, que se somam às 150 fontes que usei na pesquisa para o 1808. Pretendo mostrar que país era este que a corte de D. João deixava para trás ao retornar a Lisboa, em 1821. Vou falar do Grito do Ipiranga, das enormes dificuldades do Primeiro Reinado, da abdicação de D. Pedro, em 1831, sua volta a Portugal para enfrentar o irmão, D. Miguel, que havia usurpado o trono, e a morte em 1834. O lançamento está previsto para setembro de 2010. O estilo será o mesmo do 1808: capítulos curtos, pequenos perfi s dos personagens e linguagem acessível.
HV – A história oficial costuma ser a história do poder. O leitor pode esperar surpresas na nova obra?
Laurentino – A história do Brasil é contaminada por dois tipos de deturpações. A primeira está na história oficial, que se esforça em fazer celebração épica dos heróis e acontecimentos, como se eles tivessem construído ou dado origem a um Brasil melhor do que o que vemos hoje nas ruas. A segunda deturpação é marcada por uma tentativa de desconstrução dessa história oficial. São livros, filmes e minisséries que banalizam fatos e personagens, como se pertencessem a um Brasil vira-lata e indigno do seu passado. É o que se vê, por exemplo, no filme Carlota Joaquina, princesa do Brasil, de Carla Camurati, e na série de televisão O quinto dos infernos. A verdade, como sempre, está no meio.
HV – Como definir D. Pedro I? Teria sido um títere de José Bonifácio e de potências europeias?
Laurentino – D. Pedro I foi um personagem fascinante. Amava de forma desmedida mulheres, cavalos e amigos de reputação questionável. Na política, tinha um discurso liberal, mas um comportamento autoritário. Admirava Napoleão, que obrigou seu pai a fugir de Portugal. Deu ao Brasil, em 1824, uma constituição surpreendentemente liberal, mas alguns meses antes dissolveu a primeira Constituinte brasileira. Tinha virtudes e defeitos, como qualquer pessoa. Viveu de forma intensa. Fez a Independência com 23 anos e morreu com 35, depois de deixar um filho no trono brasileiro, D. Pedro II, e uma filha no trono português, D. Maria II. Foi como um meteoro que cruzou os céus da história.
História Viva – Como será o próximo livro?
Laurentino Gomes – Vai retomar a narrativa no ponto em que terminei o1808. Como vou tratar da Independência, o título será 1822. Estou lendo cerca de 80 livros sobre o tema, que se somam às 150 fontes que usei na pesquisa para o 1808. Pretendo mostrar que país era este que a corte de D. João deixava para trás ao retornar a Lisboa, em 1821. Vou falar do Grito do Ipiranga, das enormes dificuldades do Primeiro Reinado, da abdicação de D. Pedro, em 1831, sua volta a Portugal para enfrentar o irmão, D. Miguel, que havia usurpado o trono, e a morte em 1834. O lançamento está previsto para setembro de 2010. O estilo será o mesmo do 1808: capítulos curtos, pequenos perfi s dos personagens e linguagem acessível.
HV – A história oficial costuma ser a história do poder. O leitor pode esperar surpresas na nova obra?
Laurentino – A história do Brasil é contaminada por dois tipos de deturpações. A primeira está na história oficial, que se esforça em fazer celebração épica dos heróis e acontecimentos, como se eles tivessem construído ou dado origem a um Brasil melhor do que o que vemos hoje nas ruas. A segunda deturpação é marcada por uma tentativa de desconstrução dessa história oficial. São livros, filmes e minisséries que banalizam fatos e personagens, como se pertencessem a um Brasil vira-lata e indigno do seu passado. É o que se vê, por exemplo, no filme Carlota Joaquina, princesa do Brasil, de Carla Camurati, e na série de televisão O quinto dos infernos. A verdade, como sempre, está no meio.
HV – Como definir D. Pedro I? Teria sido um títere de José Bonifácio e de potências europeias?
Laurentino – D. Pedro I foi um personagem fascinante. Amava de forma desmedida mulheres, cavalos e amigos de reputação questionável. Na política, tinha um discurso liberal, mas um comportamento autoritário. Admirava Napoleão, que obrigou seu pai a fugir de Portugal. Deu ao Brasil, em 1824, uma constituição surpreendentemente liberal, mas alguns meses antes dissolveu a primeira Constituinte brasileira. Tinha virtudes e defeitos, como qualquer pessoa. Viveu de forma intensa. Fez a Independência com 23 anos e morreu com 35, depois de deixar um filho no trono brasileiro, D. Pedro II, e uma filha no trono português, D. Maria II. Foi como um meteoro que cruzou os céus da história.
HV – Quais outros personagens são chaves para entender aquele período?
Laurentino – O grande personagem da Independência, depois de D. Pedro I, é José Bonifácio de Andrada e Silva, um homem cosmopolita, hábil, bem preparado, de ideias avançadas para o seu tempo. Graças a ele, o país se manteve unido em torno da Coroa quando os riscos de fragmentação territorial e guerra civil eram enormes. Outros personagens importantes são a imperatriz Leopoldina e sua rival, Domitila de Castro, a marquesa de Santos, amante de D. Pedro.
HV – O nepotismo e a corrupção, mostrados em 1808, estão presentes nos anos seguintes?
Laurentino – São vícios recorrentes na história brasileira. Já existiam no período colonial e aumentaram com a vinda da corte portuguesa para o Rio de Janeiro. Persistem depois da Independência, mas é preciso ressalvar que esse foi também um momento de grande dificuldade. O país estava praticamente quebrado, e D. Pedro e seus ministros se esforçaram para fazer um governo austero. Claro que havia os espertinhos e predadores de sempre. Para o bem e para o mal, somos herdeiros desse período. É como se fosse o nosso DNA.
HV – Ainda há episódios pouco conhecidos da Independência?
Laurentino – Um exemplo é a Batalha do Jenipapo, no Piauí, travada em 13 de março de 1823 em Campo Maior, entre cerca de 2 mil brasileiros e 1.600 soldados portugueses. E foi um massacre. Morreram entre 300 e 400 brasileiros, contra apenas oito portugueses. A Independência do Brasil não se resume ao Grito do Ipiranga. Só na Bahia morreram cerca de 10 mil lutando contra os portugueses.
HV – Como tornar a Independência atrativa ao leitor comum?
Laurentino – Meu objetivo é contar a história do Brasil pela ótica da reportagem, em linguagem acessível para um leitor comum não habituado à historiografia acadêmica. No 1808, começo convidando o leitor a imaginar se um dia, ao acordar, ficasse sabendo que o presidente havia fugido para a Austrália com todo o governo brasileiro. Em seguida, explico que algo parecido aconteceu em Portugal 200 anos atrás. Um livro acadêmico não teria essa liberdade narrativa. Um livro-reportagem pode ter.
Laurentino – O grande personagem da Independência, depois de D. Pedro I, é José Bonifácio de Andrada e Silva, um homem cosmopolita, hábil, bem preparado, de ideias avançadas para o seu tempo. Graças a ele, o país se manteve unido em torno da Coroa quando os riscos de fragmentação territorial e guerra civil eram enormes. Outros personagens importantes são a imperatriz Leopoldina e sua rival, Domitila de Castro, a marquesa de Santos, amante de D. Pedro.
HV – O nepotismo e a corrupção, mostrados em 1808, estão presentes nos anos seguintes?
Laurentino – São vícios recorrentes na história brasileira. Já existiam no período colonial e aumentaram com a vinda da corte portuguesa para o Rio de Janeiro. Persistem depois da Independência, mas é preciso ressalvar que esse foi também um momento de grande dificuldade. O país estava praticamente quebrado, e D. Pedro e seus ministros se esforçaram para fazer um governo austero. Claro que havia os espertinhos e predadores de sempre. Para o bem e para o mal, somos herdeiros desse período. É como se fosse o nosso DNA.
HV – Ainda há episódios pouco conhecidos da Independência?
Laurentino – Um exemplo é a Batalha do Jenipapo, no Piauí, travada em 13 de março de 1823 em Campo Maior, entre cerca de 2 mil brasileiros e 1.600 soldados portugueses. E foi um massacre. Morreram entre 300 e 400 brasileiros, contra apenas oito portugueses. A Independência do Brasil não se resume ao Grito do Ipiranga. Só na Bahia morreram cerca de 10 mil lutando contra os portugueses.
HV – Como tornar a Independência atrativa ao leitor comum?
Laurentino – Meu objetivo é contar a história do Brasil pela ótica da reportagem, em linguagem acessível para um leitor comum não habituado à historiografia acadêmica. No 1808, começo convidando o leitor a imaginar se um dia, ao acordar, ficasse sabendo que o presidente havia fugido para a Austrália com todo o governo brasileiro. Em seguida, explico que algo parecido aconteceu em Portugal 200 anos atrás. Um livro acadêmico não teria essa liberdade narrativa. Um livro-reportagem pode ter.
HV – Por que os historiadores, embora editem muitos livros, não conseguem atingir um grande público?
Laurentino – Suas obras são geralmente resultado de teses de mestrado ou doutorado que acabam transformadas em livros. Mas o jornalismo e a produção historiográfica tradicional não são excludentes. Ao contrário, uma área tem muito a aprender com a outra. Historiadores podem ensinar aos jornalistas método e disciplina na pesquisa. Os jornalistas, por sua vez, têm contribuição de linguagem e estilo a dar no ensino e na divulgação do conhecimento da história.
HV – Gostaria de voltar à universidade para se dedicar à história?
Laurentino – Já pensei em fazer um doutorado em história. A academia tem método, disciplina e estágios de validação que podem dar ainda mais consistência ao meu trabalho. Enquanto isso não acontece, procuro sempre contar com a indispensável orientação de historiadores acadêmicos.
HV – Em 1822, o humor será novamente uma ferramenta para capturar o leitor?
Laurentino – Procuro usar elementos pitorescos da história para atrair a atenção do leitor. Importante, no entanto, é não deixar que o livro se limite à caricatura e ao pitoresco. O conteúdo tem de oferecer um mergulho mais profundo. Acredito que o 1822 será um pouco mais sério do que o 1808 porque os personagens não são tão engraçados como D. João e Carlota Joaquina. Mas a história do Brasil é sempre divertida, independentemente do período tratado. Basta ver o que acontece hoje em Brasília.
Laurentino – Suas obras são geralmente resultado de teses de mestrado ou doutorado que acabam transformadas em livros. Mas o jornalismo e a produção historiográfica tradicional não são excludentes. Ao contrário, uma área tem muito a aprender com a outra. Historiadores podem ensinar aos jornalistas método e disciplina na pesquisa. Os jornalistas, por sua vez, têm contribuição de linguagem e estilo a dar no ensino e na divulgação do conhecimento da história.
HV – Gostaria de voltar à universidade para se dedicar à história?
Laurentino – Já pensei em fazer um doutorado em história. A academia tem método, disciplina e estágios de validação que podem dar ainda mais consistência ao meu trabalho. Enquanto isso não acontece, procuro sempre contar com a indispensável orientação de historiadores acadêmicos.
HV – Em 1822, o humor será novamente uma ferramenta para capturar o leitor?
Laurentino – Procuro usar elementos pitorescos da história para atrair a atenção do leitor. Importante, no entanto, é não deixar que o livro se limite à caricatura e ao pitoresco. O conteúdo tem de oferecer um mergulho mais profundo. Acredito que o 1822 será um pouco mais sério do que o 1808 porque os personagens não são tão engraçados como D. João e Carlota Joaquina. Mas a história do Brasil é sempre divertida, independentemente do período tratado. Basta ver o que acontece hoje em Brasília.
OBRAS
PARA QUEM QUER SABER MAIS SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL
COM A ESCRITORA E EDITORA MIRIAM DE SALES,SETEMBRO 2015
SALÃO INTERNACIONAL DE TURIM 2016, O EVENTO LIVREIRO MAIS IMPORTANTE DA EUROPA
ESTAREMOS LÁ LANÇANDO NOSSA SELETA "PANORAMA DA LITERATURA BRASILEIRA II",UM APANHADO DO QUE SE FAZ NA LITERATURA BRASILEIRA ,HOJE.
AUTOGRAFANDO
segunda-feira, 18 de abril de 2016
OS CAMINHOS DA LITERATURA
TRAÇOS & COMPASSOS
OS CAMINHOS DA LITERATURA
A Cultura como nós a
conhecemos está mudando e,como a Literatura é uma parte muito importante da
cultura e porque esse assunto,particularmente nos interessa como escritores e
leitores,vamos conversar um pouco sobre essas mudanças que nos assustam um
pouco,como aliás,tudo o que é novo.”É preciso que tudo mude para que fique como
está”,diz o Lampedusa,mas,no caso das Artes esse conceito está longe de ser
verdadeiro.As mudanças são flagrantes e nada está como foi ou deveria ser.
Comecemos pelo pouco valor da
palavra,substituída pela imagem ou pela música.Escreve-se muito,mas,pouco se lê
e o audiovisual se sobrepõe á palavra escrita,ao pensamento perene ou a
sabedoria transmitida pelas gerações passadas.
A cultura livresca ,como dizia
T.S.Elliot,no seu ensaio,vai perdendo força e vitalidade onde as humanidades
clássicas estão perdendo espaço ,existindo apenas nos meios intelectuais onde
se reverencia a alta – cultura.
O que se nos apresenta no lugar da alta – cultura é a banalização e a frivolidade e,no campo informativo um jornalismo
irresponsável,voltado ao escândalo e aos mexericos,onde denúncias não
comprovadas ou calúnias arrastam um nome honrado á lama sem que haja punição ou,ao menos,retratação.
Os adeptos da cultura de massa
ou contra – cultura criticam o nosso
elitismo e a nossa exigência de ,pelo menos ,quem escreve ou poetiza ,deve
saber escrever e poetar,afim de não agredir os nossos olhos e o nosso
pensamento ,com trabalhos literários inexpressivos e imediatistas – não duram
uma geração –pagos com muito suor por pseudos autores a editores que ganham
para publicá-los,eles ,mesmos,uns vendilhões do templo literário,á espera de um
Nazareno que os expulse do mercado.
A diferença entre os
escritores do passado e os de hoje é que aqueles pretendiam transcender o tempo
presente, durar para sempre como bem diz Vargas Llosa e educar gerações, ao passo que o produto
livro,nos dias atuais é fabricado para
ser rapidamente consumido e logo digerido para desaparecer
como pipocas ou biscoitos,continua Llosa.
Dante,Shakespeare,Faulkner,Mann,Kafka,Joyce escreviam obras que “derrotavam a morte”e fascinaram várias gerações .
Ao contrário dos livros de
hoje que,como as telenovelas e os shows
são feitos para durar,apenas,o tempo da apresentação,para dar lugar a outros
produtos novos e de má qualidade como esses.
Ao capitalismo e seu
subordinado,o Mercado,o que interessa é o sucesso comercial da obra e a
diferença entre valor e preço quase que
se apagou,pois,tem valor aquilo que é vendido ,é ruim o produto bom ,mas,que
não tem público ,pois,lhe falta publicidade maciça e é produzida para um
público imbecilizado,pouco lúcido e menos ainda educado para entender as
sutilezas do pensamento humano ,na sua essência.Gente condicionada ao mercado e
á publicidade como os cãezinhos de Pavlov.
Livros descartáveis que
aparecem e logo desaparecem como seus autores.Como disse uma jovem autora a um
escritor famoso: -Estou aqui para vender livros e ficar rica.(!)
Muitos veem tudo isso com
alegria pois acham que a cultura Mainstream está muito mais
democratizada,levando a vida cultural a
aqueles que antes não tinham acesso ,pois,a elite monopolizava a cultura,tornando – a por demais
aristocrática.
Tudo isso é muito nobre,mas,a
cultura como a conhecemos está desaparecendo e o que restou foi apenas não um
leitor consciente,mas, um consumidor de ilusões.
Vide :
T.S.Elliot:Notas Para Uma
Definição de Cultura
Steiner:O Castelo de Barba
Azul: Algumas Notas para a Redefinição da Cultura
Debord:La Socièté Du Spectacle
Vargas LLosa:A civilazação do
Espetáculo
O EDITOR
MONTEIRO LOBATO
Palestra em Ouro Branco,Minas Gerais,durante a 4ª Semana de Incentivo á Leitura
Homem de múltiplas facetas,o escritor Monteiro Lobato,um
dos mais importantes do nosso país,era também editor.
Essa idéia nasceu
da compra da “Revista do Brasil”,onde antes colaborava com seus artigos
polêmicos,como “A Velha Praga”,condenando as constantes queimadas que grassavam
nas fazendas de café com a desculpa da renovação do solo.
Pois,desta revista,acabou brotando a Cia.Editora Nacional
que veio revolucionar o mercado editorial brasileiro,inexistente numa época
onde todas as nossas grandes publicações eram feitas em Paris ou Lisboa.
Nacionalista ferrenho,Lobato,revoltou-se
contra isto e contra a “panelinha” literária,onde só medalhões tinham acesso às
publicações.
Levantou-se ,também,contra a “sacralidade “do
livro,conforme pensavam os
leitores,livreiros e escritores da época,que viam com horror de donzela,a
necessidade de se vender como mercadoria esse objeto sagrado.
Lobato mostrou que o livro, sim,é um negócio como outro
qualquer,que gera custos,logo ,tem que gerar receita,e apregoava aos quatro
ventos:
-“Livro é sobremesa; tem que ser posto diante do nariz
do freguês”, para horror dos puristas da época.
Acreditando nisto,e,ignorando solenemente as pedradas que
recebeu toda a vida,na sua editora recusou-se a publicar medalhões e abriu
caminho para novos autores desconhecidos como a Srª Leandro Dupré (Éramos
seis),Osvaldo Orico,Pedro Calmon,Menotti dal Picchia,Oswald de Andrade, Paulo
Setúbal e muitos outros,renovando a literatura nacional.
Mas,como vender?Esse era o busilis.
Que fez Lobato?
Criou uma rede de distribuição que se constituiu numa reviravolta editorial, introduzindo métodos práticos e funcionais; dirigindo-se
ao Departamento de Correios e verificando a existência de mil e tantas agencias postais no pais, escreveu
uma carta –circular a cada agente,pedindo a indicação de casas ou
firmas que pudessem receber esta mercadoria chamada “ livro”.
Com muita surpresa viu que todas as agencias lhe
responderam.
De imediato entrou em contato com comerciantes diversos perguntando-lhes se não quereriam aumentar
seus lucros vendendo livros consignados,uma mercadoria como outra
qualquer,batata,bacalhau ou querosene.
Logo,se não vendesse, o comerciante devolveria o produto cujo porte seria pago
pela Editora.
Se os vendesse receberiam uma comissão de 30%.
E,enfático:-Responda se topa ou não topa.
Quase todos toparam. E Lobato passou de trinta e poucos
vendedores anteriores,as livrarias,para cerca de mil e tantos postos de
venda,lojas de ferragens,papelarias,farmácias,bazares etc.
As edições que não passavam de 400 exemplares subiram
para três a quatro mil e os livros pululavam,às vezes,até seis lançamentos num
mês.
Mas,Lobato havia inovado também na qualidade gráfica,no
feitio das capas,substituindo as antigas e feias por capas desenhadas por nomes
famosos das Artes Plásticas,como Lemi.
Lobato corria atrás do leitor,procurando saber onde
morava,levando o livro pessoalmente em casa dele,batendo papo sobre
tudo,fazendo do leitor um amigo.
Modestamente, confesso ,que ajo assim,também;cada leitor
é meu amigo,quero saber dele,escrevo para ele,adoro seus comentários e
sugestões.
Não tenho pudores para vender meus livros;sem ser
invasiva ofereço,propago,procuro.
Quando penso em oferecê-lo a alguém, que acho que haveria
de gostar da obra, e esse alguém não pede o livro,penso comigo:-Que pena!
E lamento não ser rica para poder presenteá-lo.
Este ser humano tão rico de idéias e pensamentos,
Monteiro Lobato ,existiu.
Monteiro Lobato,num excelente trabalho de André Monteiro
E está sempre presente no meu pensamento. Sua influencia
sobre mim ,desde a infância,pois,”Reinações de Narizinho” foi o primeiro livro
que li,permanece até hoje e eu o amo
como um pai espiritual que abriu para mim os caminhos do Conhecimento.
***Trecho da palestra que proferi “Monteiro Lobato,um homem de muitas Artes”,na
Academia de Cultura da Bahia.
*Miriam de Sales é escritora,editora e palestrante.
Contatos:miriamdesales@ gmail .com
TEL:71- 30164338
Atendemos todo o Brasil
Palestra na Escola "Letras E Números",em Prnambués.Com a Professora Ivone Alves Sol
A LITERATURA DESCARTÁVEL É UM PROBLEMA?
Mas estou perplexo.
Atônito. Darnton está organizando a Biblioteca Digital dos EUA, que pretende
reunir o acervo de todas as bibliotecas do seu país. Tem, obviamente, seus
conflitos com o Google. Na Europa, 27 países estão organizando a Europeana. É
uma coisa maravilhosa, tipo ficção científica. Teremos em nossas mãos todo o
conhecimento do mundo. Nunca o saber foi tão democrático. Mas atrás disso há
problemas terríveis. Por exemplo: onde e como armazenar tudo isso? E se, de
repente, tudo se apaga? Nos EUA, 23% do orçamento da Biblioteca Digital são
reservados para duplicação dos bancos de dados em outro suportes. Não se pode
correr o risco de ver desaparecer toda a memória universal por um erro digital.
Outro problema: aumenta a produção da “lixeratura”, da literatura descartável, para gerar dinheiro, movimentar o mercado. Na Inglaterra, diz Darton, houve uma famosa quinta-feira na qual foram editados, num só dia, 800 títulos. O consumo de livros está aumentando. Deveríamos todos ficar felizes. Mas há um problema: o sistema está enfartado, engarrafado, exatamente como nas ruas e estradas cheias de carro.
Por isso é necessária e urgente uma reunião de editores, livreiros e autores para solucionar o imbroglio. São todos vítimas do atual sistema. Os editores e livreiros estão tentando livrar suas caras do jeito que podem. Já os autores são o elo mais fraco dessa cadeia, a menos, é claro, que abram mão de seus projetos e corram atrás do mercado, que os engolirá e os defecará instantânea e gloriosamente.
www.affonsoromano.com.br
Outro problema: aumenta a produção da “lixeratura”, da literatura descartável, para gerar dinheiro, movimentar o mercado. Na Inglaterra, diz Darton, houve uma famosa quinta-feira na qual foram editados, num só dia, 800 títulos. O consumo de livros está aumentando. Deveríamos todos ficar felizes. Mas há um problema: o sistema está enfartado, engarrafado, exatamente como nas ruas e estradas cheias de carro.
Por isso é necessária e urgente uma reunião de editores, livreiros e autores para solucionar o imbroglio. São todos vítimas do atual sistema. Os editores e livreiros estão tentando livrar suas caras do jeito que podem. Já os autores são o elo mais fraco dessa cadeia, a menos, é claro, que abram mão de seus projetos e corram atrás do mercado, que os engolirá e os defecará instantânea e gloriosamente.
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NÃO FAZEMOS APENAS LIVROS,FAZEMOS ARTE
180 LIVROS PUBLICADOS COM SUCESSO
segunda-feira, 11 de abril de 2016
A SAGA DAS EDIÇÕES DE LIVROS NO BRASIL
ESTA SEMANA NESTE BLOG
A SAGA DAS EDICÕES DE LIVROS NO BRASIL
LIVROS FAMOSOS:OTELO DE SHAKESPEARE
DICAS & NOTÍCIAS
A SAGA DAS EDIÇÕES DE LIVROS
NO BRASIL
Baseada apenas nas minhas
experiências como pequena editora desde 2011 e nas muitas leituras que faço
sobre o assunto, ouso comentar “en passant” , sobre o mercado editorial
brasileiro do modo que o vejo e participo dele.
Criei uma minúscula editora
com o intuito de publicar apenas meus livros, mas nestes poucos anos, acabei publicando
a duras penas quase 50 livros além dos meus, quatro Seletas e a iniciante
revista literária “Beco das Palavras”,
esta bancada exclusivamente com recursos próprios sem patrocínio, seja
empresarial ou governamental.
Amigos insinuaram que se eu
vivesse num país civilizado que desse valor ao trabalho que se faz para
divulgar a cultura eu estaria coberta de prêmios, honrarias e citações. Não os
procuro nem os quero. Como diria o Jânio Quadros, “fi-lo porque qui-lo” e porque amo e acredito no que faço. Banco
viagens á Europa para levar Seletas e assim divulgar novos autores. Banco uma
revista pelos mesmos motivos e procuro fazer bons livros a um baixo custo porque,
como escritora, conheço a via crucis da publicação de livros
no nosso país.
Ontem, assistindo ao Globo
News Literatura, um excelente programa onde está reinando “cum lauda” o jornalista Claufe Rodrigues, velho conhecido de
festas literárias que comparecemos como convidados, pude constatar que as
editoras brasileiras vivem das verbas governamentais para a compra de livros didáticos
ou não, e o que arrebanham no mercado é muito pouco para mantê-las. Daí a
verdadeira e suja guerra travada pelas grandes editoras para conseguir entrar e
ganhar as licitações, onde rolam desde grossas propinas a até ameaças de morte,
como me contaram algumas pessoas prejudicadas. Olha, se um dia for feita a CPI
do livro didático, a Lava – Jato seria disputa de comadres. Os bons
profissionais de livros são caros, as gráficas também, a distribuição fica com
60% do preço de capa, as livrarias com 50%, ainda temos os gastos com
transportes e o pagamento do preço de capa ao autor que fica em torno de 2 a
8%, um nada, se contabilizarmos o trabalho de escrever e pagar a publicação
como faz a maioria nas editoras que, como a nossa, trabalha sob demanda.
Neste caso, a nossa editora, a
Pimenta Malagueta, fica com 10% do valor pago pelo autor, para cobrir nossos
custos com impostos, transportes, divulgação (que fazemos através das redes
sociais, blogs, revista e seletas), funcionários e despesas correntes como luz,
telefone, água etc. Felizmente, com sede própria não pagamos aluguel.
Como disse um bambamban da área editorial: “o que
prejudica os editores não é a concorrência, nem os bestsellers americanos que
povoam as livrarias em detrimento dos nossos títulos, mas, principalmente as
novas tecnologias, os livros digitais, os games, ou seja, a grande quantidade
de novas experiências muito mais atrativas que o livro tradicional que
conhecemos e amamos”.
Deveriam, segundo ele, os
editores se unirem em vez de se devorarem entre si e procurar baixar os custos
dos livros (ontem, quase infarto quando recebi os orçamentos gráficos que
pedimos em 2016, que variam, pasmem, de R$7000.00 a R$28.000, num livro simples
ou com algumas gravuras coloridas, o que encarece por demais o livro.
Leve em consideração, querido
leitor, o fato de todos hoje quererem escrever e publicar, sem ter nenhum
conhecimento de como funciona a edição de um livro, achando que um texto
diagramado pode ser mudado a seu bel prazer sem que o diagramador cobre
novamente pelo serviço ou que uma capa já escolhida e paga possa ser modificada
“n” vezes, dependendo do humor com o
qual o autor levante e que não precisaria pagar mais por isto.
O editor, um mero link entre o
autor e os serviços costuma ficar doido com estas exigências que são geradas
pela desinformação dos novos autores e o desconhecimento completo de como
funciona a elaboração de um livro.
É duro, mas, verdadeiro. E creio
que precisava ser falado, esclarecido e divulgado todos estes detalhes.
Tenho dito! E, aguardo os
comentários que, certamente me ajudarão a enriquecer este e outros textos que
virão sobre tão importante assunto.
LIVROS FAMOSOS
O CIUME, NA LITERATURA
OTELO,O MOURO DE VENEZA
Ninguém sabe,com certeza,quem foi Shakespeare;
existiu ,mesmo? Era um pseudônimo de Lord Bacon?Como foram criadas suas obras?
O mistério continua ,para dar ainda mais sabor á sua obra,magnífica e eterna.Entre
elas,Otelo,que,como todas,trata dos sentimentos humanos,o ciúme,entre eles.
*
A PAIXÃO
Veneza foi, em tempos idos,a capital de uma grande república italiana,que enviava
embaixadores e mercadorias de luxo para muitas nações e dominava muitas
pequenas cidades. Possantes navios cruzavam os mares levando e trazendo riquezas
incalculáveis; soldados,bem armados e treinados,conquistavam novas terras
que,logo ,se transformavam em ricas colônias.
Um mouro grande e forte,oriundo do norte da África
,chamado Otelo, tornou-se general,em Veneza,graças á sua coragem,talento,além
de espírito elevado e cultura,facilidade no tratar e eloquência.Apesar da cor
da pele lhe foi confiado o governo de Chipre,uma das mais importantes colônias
venezianas.
Bem apessoado,Otelo logo conquistou o coração da
bela Desdêmona,uma das mais formosas donzelas de Veneza,filha de Brabâncio,senador
e membro do governo.Ela adorava ouvir as histórias de batalhas travadas e
vencidas,contadas numa voz cálida e forte que mexia com seu coração e
sentidos,deixando para trás outros pretendentes mais jovens e mais
belos.Ninguém desconfiava dessa paixão desvairada,principalmente o pai
dela,homem severo e cioso da sua reputação.
Qual não foi a surpresa de Brabâncio quando dois
serviçais vieram lhe comunicar que sua filha tinha fugido com o Governador de
Chipre.Um deles,Iago,oficial de Brabâncio,mas,que o odiava profundamente,por
ciúme e despeito,desde que ele nomeara
Cássio seu ajudante favorito.
Iago era astuto,hipócrita,sabia esconder como
ninguém seus sentimentos,rancoroso e capaz de todas as perfídias, raça
peçonhenta que,infelizmente,até hoje subsiste e faz escola.
Cássio,entretanto era leal,franco ,confiante ,tímido
e sincero,além de respeitar Brabâncio como a um pai.
A REAÇÃO
Enlouquecido,o velho pai dirigiu-se ao
Doge,autoridade suprema de Veneza,pedindo a imediata punição de Otelo.O Doge e
seus senadores lhe prometeram total apoio,mas,chamaram Otelo ás falas.Mal
chegou,o extraordinário mouro virou o jogo.falando da sua paixão e do desejo de
reparar a injuria,casando-se com a moça.Ouvida,Desdêmona ,com simplicidade e nobreza confessou seu amor e,afirmando que
seguiu Otelo porque quis,pois,sabia que seu pai jamais abençoaria essa união.
Comovidos,os senadores e o Doge,capitularam.
Os fados foram propícios ao casal apaixonado,
pois,naquela mesma noite foram atacados pelos turcos e Otelo defendeu a cidade
com bravura,expulsando os invasores.
Provando saber tudo sobre guerra e nada sobre o
coração humano,Otelo confiou Desdêmona a Iago,em cuja lealdade,confiava.A
esposa de Iago,Emília,ofereceu-se para dama de companhia de Desdêmona e
Cássio,seguiu para a guerra com Otelo.O navio de Cássio chegou atrasado a
Chipre,devido a uma tempestade,mas, o navio de Iago chegou primeiro que o do
General Otelo.Assim,sua mente doentia teve tempo de armar uma cilada na qual
vingava-se de Desdêmona,do pai dela e de Cássio,por quem tinha um profundo
sentimento de ódio e ciúme.
Chegando vencedor,Otelo estava
feliz,pois,agora,teria todo tempo livre para viver seu amor.Entregou a Cássio
os cuidados com o castelo e a soldadesca ,enquanto Iago,armava e tramava sua
vingança mesquinha.
Cássio foi convidado a beber á vitória por Iago,que
conseguiu embebedá-lo e metê-lo numa
rixa com Montana,o Governador da ilha, do qual Otelo seria o substituto. Muito
explosivo e vendo o governador ferido ,Otelo destituiu Cássio do seu posto que
entregou a Iago.Era do que este precisava para levar adiante a parte pior do
seu plano.
Confuso e desorientado,Cássio recorreu a Desdêmona,
pedindo-lhe que intercedesse por ele.Então,Iago,melifluamente,com jeito,foi
envenenando a alma do mouro,sugerindo-lhe que, o pedido da esposa tinha a ver
com sua predileção pouco honesta pelo Cássio.
O
“MONSTRO DE OLHOS VERDES”
Num homem de temperamento desconfiado e violento o
plano logo surtiu efeito.O ciúme,desdobrando sua asa negra,fez o resto.Otelo
começou a desconfiar da esposa e quase enlouqueceu.O ciúme cega,tira o
discernimento e penetra no coração como uma adaga envenenada.O terrível plano
de Iago ia de vento em popa,ajudado pelo destino.
A TRAMA
“Reputação
é uma imposição tremendamente falsa e inútil, muitas vezes angariada sem mérito
e perdida sem um real motivo.” –
Iago
.
Antes do casamento, Otelo deu á noiva um belo
lenço,ao qual dizia-se ter poderes mágicos;se fosse guardado com
carinho,despertaria sempre o amor e a confiança do marido;porém,se o perdesse
se tornaria odiada e desprezada por ele
.A pedido de Iago,Emília começou a procurar um jeito de roubá-lo.Calado,
ensimesmado e muito distante,um dia ,Otelo queixou-se de fortes dores de
cabeça.Desdêmona ofereceu-lhe o
lenço do qual nunca se
separava,mas,Otelo o atirou no chão,por ser pequeno demais.Aproveitando a
distração de todos,Emília roubou o lenço e o entregou ao
marido.Que,dissimuladamente,o deixou cair na casa de Cássio.
Escondido na casa de Cássio,por sugestão de
Iago,Otelo viu o lenço que Cássio não sabia a quem pertencia,pois,nunca porá os
olhos nele;Iago convencer Otelo que o lenço Cássio recebera de presente de
Desdêmona.
A TRAGÉDIA
Louco de horror e ódio,Otelo entrou no quarto e
estrangulou Desdêmona.
Ouvindo o barulho da luta e o desesespero da
inocente,Emília entrou no quarto e contou toda a trama a Otelo;mas,já era
tarde,Desdêmona morria...
Iago entrou no quarto e apunhalou a esposa,tentando
fugir ,em seguida.Apanhado pelos criados
de Otelo,este ,cheio de ódio e desespero o matou.
A DOR E A CULPA
Otelo para Desdemôna:
" Beijei-te antes de te matar. Nenhuma outra saída era possível, mas esta:
Matando-me morro depois de te beijar."
" Beijei-te antes de te matar. Nenhuma outra saída era possível, mas esta:
Matando-me morro depois de te beijar."
Caindo em si e compreendendo quanto fora ingênuo e
manipulado,Otelo,apunhalou-se,caindo sobre o corpo da infeliz mulher,tão
doce,tão terna,tão ingênua,vítima da maldade humana.
*extraído da internet
NOSSOS AUTORES
JAGUARACIRA DE SANT'ANNA,MEMORIALISTA
SELETA LANÇADA NO SALÃO INTERNACIONAL DE TURIM/2015
MIRIAM DE SALES ,ESCRITORA E EDITORA
ALMIRA REUTER,ARTISTA PLÁSTICA E ESCRITORA
AMÁLIA GRIMALDI,HOJE VIVE NA AUSTRÁLIA
PRÓXIMA EDIÇÃO
18/4
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