QUALIDADE E EXCELÊNCIA!

A PIMENTA MALAGUETA APROVA!

Os Jardins de Academus

“Os livros são o tesouro precioso do mundo e a digna herança das gerações e nações."

Henry David Thoreau

segunda-feira, 4 de abril de 2016

MUNDO DO ESCRITOR



                   TRAÇOS & COMPASSOS

      O BLOG DE 20 DE ABRIL DE 2016 

           AQUI É A CASA DO ESCRITOR  



     MUNDO DO ESCRITOR
            PERGUNTAS FREQENTES

1- Não se acomode; o escritor que quer seguir uma carreira sabe que este é o primeiro passo de uma longa caminhada e não desiste.O tempo e a dedicação é o que separa o escritor do sonhador.
2-Não reclame;não é se queixando ou reclamando que você vai decolar.Quando converso com editores eles manifestam seu desprezo pelos que “ se acham"   ,iniciantes que se comportam pior do que os “bestselleres” mais conceituados.Custa pra a gente entender mas,o mundo – e os editores – podem passar,sim,sem a nossa obra – prima.rsss

3-Divulgue seu livro.Sentado na poltrona ninguém vai saber que você escreveu um livro.Entre nas redes sociais,divulgue,faça propaganda,tente colocar o livro nas livrarias e sebos como autor independente,invista nas Bienais e Festas Literárias,frequente mesmo sem receber nada ou ser convidada,mas,você vai “aparecer”.Comecei assim,gastando do meu parco bolso,fiquei conhecida e hoje vou como convidada e recebendo cachê.
4-Na cadeia do livro o editor apenas edita o que o autor escreve,o distribuidor distribui e a livra\ria vende.Espere do seu editor um bom trabalho editorial,mas,ele não tem a obrigação de vender seu livro.
5-Coloque seus livros em blogs,jornais ou revistas literárias ,porém,pedindo autorização aos donos.Peça a seus amigos para fazer resenhas e indicar seu livro.Visite as Universidades,ofereça-se  como palestrante e apresente os livros aos interessados.


6-Evite o amadorismo.Acompanhe todo o processo do seu livro porque o livro é um trabalho coletivo.Uma boa revisão,uma linda capa,um bom design  fazem toda a diferença.Leia com atenção a boneca do livro ,pois,se vc autorizar a editora depois de ler a boneca,não pode reclamar de ninguém  depois do leite derramado.
Desejo-lhe sucesso,peço-lhe desculpas pelo “jornal” escrito ,mas,este é um assunto que não pode ser tratado levianamente.

Sempre ás ordens e pergunte sempre quando quiser.
Abçs
                              GRANDES AUTORES

                              
                                 RUBEM ALVES
Rubem Alves nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música "Serra da Boa Esperança".

A família mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1945, onde, apesar de matriculado em bom colégio, sofria com a chacota de seus colegas que não perdoavam seu sotaque mineiro. Buscou refúgio na religião, pois vivia solitário, sem amigos. Teve aulas de piano, mas não teve o mesmo desempenho de seu conterrâneo, Nelson Freire. Foi bem sucedido no estudo de teologia e iniciou sua carreira dentro de sua igreja como pastor em cidade do interior de Minas.

No período de 1953 a 1957 estudou Teologia no Seminário Presbiteriano  de Campinas (SP), tendo se transferido para Lavras (MG), em 1958, onde exerce as funções de pastor naquela comunidade até 1963.

Casou-se em 1959 e teve três filhos: Sérgio (1959), Marcos (1962) e Raquel (1975). Foi ela sua musa inspiradora na feitura de contos infantis.

Em 1963 foi estudar em Nova York, retornando ao Brasil no mês de maio de 1964 com o título de Mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary. Denunciado pelas autoridades da Igreja Presbiteriana como subversivo, em 1968, foi perseguido pelo regime militar. Abandonou a igreja presbiteriana e retornou com a família para os Estados Unidos, fugindo das ameaças que recebia. Lá, torna-se Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Princeton Theological Seminary.

Sua tese de doutoramento em teologia, “A Theology of Human Hope”, publicada em 1969 pela editora católica Corpus Books é, no seu entendimento, “um dos primeiros brotos daquilo que posteriormente recebeu o nome de Teoria da Libertação”.

De volta ao Brasil, por indicação do professor Paul Singer, conhecido economista, é contratado para dar aulas de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (SP).

Em 1971, foi professor-visitante no Union Theological Seminary.

Em 1973, transferiu-se para a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, como professor-adjunto na Faculdade de Educação.

No ano seguinte, 1974, ocupa o cargo de professor-titular de Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na UNICAMP.

É nomeado professor-titular na Faculdade de Educação da UNICAMP e, em 1979, professor livre-docente no IFCH daquela universidade. Convidado pela "Nobel Fundation", profere conferência intitulada "The Quest for Peace".

Na Universidade Estadual de Campinas foi eleito representante dos professores titulares junto ao Conselho Universitário, no período de 1980 a 1985, Diretor da Assessoria de Relações Internacionais de 1985 a 1988 e Diretor da Assessoria Especial para Assuntos de Ensino de 1983 a 1985.

No início da década de 80 torna-se psicanalista pela Sociedade Paulista de Psicanálise.

Em 1988, foi professor-visitante na Universidade de Birmingham, Inglaterra. Posteriormente, a convite da  "Rockefeller Fundation" fez "residência" no "Bellagio Study Center", Itália.

Na literatura e a poesia encontrou a alegria que o manteve vivo nas horas más por que passou. Admirador de Adélia Prado, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Octávio Paz, Saramago, Nietzsche, T. S. Eliot, Camus, Santo Agostinho, Borges e Fernando Pessoa, entre outros, tornou-se autor de inúmeros livros, é colaborador em diversos jornais e revistas com crônicas de grande sucesso, em especial entre os vestibulandos.

Afirma que é “psicanalista, embora heterodoxo”, pois nela reside o fato de que acredita que no mais profundo do inconsciente mora a beleza.

Após se aposentar tornou-se proprietário de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. No local eram também ministrados cursos sobre cinema, pintura e literatura, além de contar com um ótimo trio com música ao vivo, sempre contando com “canjas” de alunos da Faculdade de Música da UNICAMP.

O autor é membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.
Bibliografia:

Crônicas

As contas de vidro e o fio de nylon, Editora Ars Poética (São Paulo)
Navegando, Editora Ars Poética (São Paulo)
Teologia do cotidiano, Editora Olho D'Água (São Paulo)
A festa de Maria, Editora Papirus (Campinas)
Cenas da vida, Editora Papirus (Campinas)
Concerto para corpo e alma, Editora Papirus (Campinas)
E aí? - Cartas aos adolescentes e a seus pais, Editora Papirus (Campinas)
O quarto do mistério, Editora Papirus (Campinas)
O retorno eterno, Editora Papirus (Campinas)
Sobre o tempo e a eterna idade, Editora Papirus (Campinas)
Tempus fugit, Editora Paulus (São Paulo)

Livros Infantis

A menina, a gaiola e a bicicleta, Editora Cia das Letrinhas (SP)
A boneca de pano, Edições Loyola (SP)
A loja de brinquedos, Edições Loyola (SP)
A menina e a pantera negra, Edições Loyola (SP)
A menina e o pássaro encantado, Edições Loyola (SP)
A pipa e a flor, Edições Loyola (SP)
A porquinha de rabo esticadinho, Edições Loyola (SP)
A toupeira que queria ver o cometa, Edições Loyola (SP)
Estórias de bichos, Edições Loyola (SP)
Lagartixas e dinossauros, Edições Loyola (SP)
O escorpião e a rã, Edições Loyola (SP)
O flautista mágico, Edições Loyola (SP)
O gambá que não sabia sorrir, Edições Loyola (SP)
O gato que gostava de cenouras, Edições Loyola (SP)
O país dos dedos gordos, Edições Loyola (SP)
A árvore e a aranha, Edições Paulus (SP)
A libélula e a tartaruga, Edições Paulus (SP)
A montanha encantada dos gansos selvagens, Edições Paulus (SP)
A operação de Lili, Edições Paulus (SP)
A planície e o abismo, Edições Paulus (SP)
A selva e o mar, Edições Paulus (SP)
A volta do pássaro encantado, Edições Paulus (SP)
Como nasceu a alegria, Edições Paulus (SP)
O medo da sementinha, Edições Paulus (SP)
Os Morangos, Edições Paulus (SP)
O passarinho engaiolado, Editora Papirus (Campinas)
Vuelve, Pájaro Encantado, Sansueta Ediciones SA (Madrid, España)

Filosofia da Ciência e da Educação

A alegria de ensinar, Editora Ars Poética (SP)
Conversas com quem gosta de ensinar, Editora Ars Poética (SP)
Estórias de quem gosta de ensinar, Editora Ars Poética (SP)
Filosofia da Ciência, Editora Ars Poética (SP)
Entre a ciência e a sapiência, Edições Loyola (SP)

Filosofia da Religião

O enigma da religião (Campinas, Papirus)
L' enigma della religione (Roma, Borla)
O que é religião?
(S. Paulo, Brasiliense)
What is religion? (Maryknoll, Orbis)
Was ist religion?
(Zurich, Pendo)
Protestantismo e Repressão (S. Paulo, Ática)
Protestantism and Repression (Maryknoll, Orbis)
Dogmatismo e Tolerância (S. Paulo, Paulinas)
O suspiro dos oprimidos (S. Paulo, Paulinas)

Biografias

Gandhi: A Magia dos gestos poéticos (S. Paulo/Campinas, Olho D'Água/Speculum)

Teologia

A Theology of Human Hope (Washington, Corpus Books)
Christianisme, opium ou liberation? (Paris, Éditions du Cerf)
Teologia della speranza umana (Brescia, Queriniana)
Da Esperança (Campinas, Papirus)
Tomorrow's child (New York, Harper & Row)
Hijos del manana (Salamanca, Siguime)
Il figlio dei Domani (Brescia, Queriniana)
Teologia como juego (Buenos Aires, Tierra Nueva)
Variações sobre a vida e a morte (São Paulo, Paulinas)
Creio na ressurreição do corpo (Rio de Janeiro, CEDI)
Ich glaube an die Auferstehung des Leibes (Dusseldorf, Patmos VERLAG)
I believe in the resurrection of the body (Philadelphia, Fortress Press)
Je crois en la résurrection du corps (Paris, Éditions du Cerf)
Poesia, Profecia, Magia (Rio de Janeiro, CEDI)
Der Wind blühet wo er will (Dusseldorf, Patmos)
Pai nosso (Rio de Janeiro, CEDI)
Vater Unser (Dusseldorf, Patmos)
The Poet, the Warrior, the Prophet (London, SCM Press)
Parole da Mangiari (The Poet, the Warrior, the Prophet), Edizioni Qiqajon Comunitá  di Bose (Itália)

Vídeos

O Símbolo
Visões do Paraíso (realizado para apresentação na ECO -92)
Conversando com quem gosta de ensinar

Dados extraídos de livros do autor e de sítios da Internet.




                                                         NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA



SEMANA QUE VEM TEM MAIS.
ESTEVE AQUI? MANDE SUAS PERGUNTAS!


MEU CANTINHO DE ESCRITORA



segunda-feira, 28 de março de 2016

CONVERSANDO COM QUEM SABE



                                                           TRAÇOS & COMPASSOS
                                       O site do escritor


                          Conversando com quem sabe


O George Orwell, aqui em cima, fez um mini-guia de redação. São só seis regras – e tão boas que abrem o Manual de Estilo da Economist, a revista mais bem-escrita do mundo. A elas (com cada item quebrando sua própria regra):
1. Em circunstância alguma utilize um vocábulo extenso onde um reduzido soluciona.
2. Se, por algum acaso, for possível cortar, eliminar, extirpar uma palavra, não se dê de rogado: elimine-a de uma vez por todas.
3. A voz passiva não deve ser utilizada quando a voz ativa puder ser escrita.
4. Nunca use figuras de linguagem que já viraram arroz de festa. Eles podem ser o calcanhar de aquiles do seu texto. Não faça isso, nem pela bagatela de um milhão de reais. Correm boatos de que, só evitando expressões assim, você garantirá textos de qualidade, se tornará uma figurinha carimbada da escrita e será regiamente recompesado por seus leitores, como nunca antes na história deste país.
5. Não empregue um calão tecnicista quando tiver o arbítrio de elocubrar uma elocução de uso anfêmero. E, finalmente:
6. Quebre qualquer uma dessas regras antes de escrever bosta.
————————–
Nossa, como eu sou engraçado. Agora em português:
1. Não use uma palavra longa se uma curta resolve.
2. Se der para tirar alguma palavra, tira.
3. Não use a voz passiva quando der pra usar a ativa.
4. Nunca use figuras de linguagem que você esteja acostumado a ler por aí. Elas viraram lugar-comum. Perderam a graça.
5. Não use um jargão quando você puder imaginar uma palavra do dia-a-dia. E finalmente:
6. Quebre qualquer uma dessas regras antes de escrever algo que soe tosco.
——————————-
E agora no original, porque quem escreve bem é ele, não eu:
1. Never use a long word where a short one will do.
2. If it is possible to cut a word out, always cut it out.
3. Never use the passive when you can use the active.
4. Never use a metaphor, simile or other figure of speech which you are used to seeing in print.
5. Never use a foreign phrase, a scientific word, or a jargon word if you can think of an everyday English equivalent; and finally.
6. Break any of these rules sooner than say something outright barbarous.
———
É isso.
*Extraído da internet



             NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA


Você já pleonasmou hoje?
Todos os de expressão portuguesa (ou quase todos) sofrem de pleonasmite, uma doença congênita para a qual não se conhecem nem vacinas nem antibióticos. Não tem cura, mas também não mata. Mas, quando não é controlada, chateia (e bastante) quem convive com o paciente.
O sintoma desta doença é a verbalização de pleonasmos (ou redundâncias) que, com o objetivo
de reforçar uma ideia, acabam por lhe conferir um sentido quase sempre patético.
Definição confusa? Aqui vão quatro exemplos óbvios: “Subir para cima”, “descer para baixo”,“entrar para dentro” e “sair para fora”.
Já se reconhece como paciente de pleonasmite? Ou ainda está em fase de negação? Olhe que há muita gente que leva uma vida a pleonasmar sem se aperceber que pleonasma a toda a hora.
Vai dizer-me que nunca “recordou o passado”? Ou que nunca está atento aos “pequenos detalhes”? E que nunca partiu uma laranja em “metades iguais”? Ou que nunca deu os “sentidos pêsames”à “viúva do falecido”?
Atenção que o que estou a dizer não é apenas a minha “opinião pessoal”. Baseio-me em “fatos reais” para lhe dar este “aviso prévio” de que esta “doença má” atinge “todos sem exceção”.
O contágio da pleonasmite ocorre em qualquer lado. Na rua, há lojas que o aliciam com “ofertas gratuitas”. E agências de viagens que anunciam férias em “cidades do mundo”. No local de trabalho, o seu chefe pede-lhe um “acabamento final” naquele projeto. Tudo para evitar“surpresas inesperadas” por parte do cliente. E quando tem uma discussão mais acesa com a sua cara metade, diga lá que às vezes não tem vontade de “gritar alto”: “Cala a boca!”?
O que vale é que depois fazem as pazes e vão ao cinema ver aquele filme que “estreia pela primeira vez” em Portugal.
E se pensa que por estar fechado em casa ficará a salvo da pleonasmite, tenho más notícias para si. Porque a televisão é, de “certeza absoluta”, a“principal protagonista” da propagação deste vírus.
Logo à noite, experimente ligar o telejornal e “verá com os seus próprios olhos” a pleonasmite em direto na pequena  tela. Um jornalista vai dizer que a floresta “arde em chamas”.
Um “governante” dirá que gere bem o “erário público”. Um ministro anunciará o reforço das “relações bilaterais entre dois países”. E um qualquer “político da nação” vai pedir um“consenso geral” para sairmos juntos desta crise.
E por falar em crise! Quer apostar que a próxima manifestação vai juntar uma “multidão de pessoas”?
Ao contrário de outras doenças, a pleonasmite não causa “dores desconfortáveis” nem “hemorragias de sangue”. E por isso podemos “viver a vida” com um “sorriso nos lábios”. Porque um Moçambicano a pleonasmar, está nas suas sete quintas. Ou, em termos mais técnicos, no seu “habitat natural”.
Mas como lhe disse no início, o descontrolo da pleonasmite pode ser chato para os que o rodeiam e nocivo para a sua reputação. Os outros podem vê-lo como um redundante que só diz banalidades. Por isso, tente cortar aqui e ali um e outro pleonasmo.
Vai ver que não custa nada.
*Extraído de um jornal português.



CAPISTA: ALEXANDRE BOURE


1 - Para que serve uma capa de livro?
Uma informação que muitos que trabalham no ramo editorial acham ser óbvia — mas não é. Quais são realmente as funções de uma capa de livro?
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A capa de um livro tem três funções básicas que, não por acaso, são as mesmas funções de qualquer embalagem de produto.
1) PROTEÇÃO
Nos primórdios do livro, a capa tinha apenas esta função: proteger o frágil, caro e valioso conteúdo do livro. Sem palavras, sem imagens.
2) IDENTIDADE
Com o tempo, a capa adquiriu mais um propósito: identificar o livro.

Passamos então a encontrar na capa as respostas para as seguintes perguntas:
O que é isso? O que este objeto contém? Quem criou este conteúdo? Quem pagou pela produção deste produto?

Outra função relacionada à identidade é dar a publicação umaaparência específica, distinta
 — uma identidade. O objetivo é diferenciar um livro de outros similares — torná-lo único — o conceito de identidade visual.
3) APELO COMERCIAL
A capa de um livro é o primeiro contato do consumidor com a obra e é função dela atrair sua atenção e instigá-lo a adquirir (vulgo "comprar") o produto chamado "livro".

Conclusão:
Se repararem bem, estas três funções acima são as mesmas de uma embalagem de computador, de pizza ou de qualquer outro produto comercial. Mas existe uma diferença que faz da capa de um livro uma embalagem
 especial:

"A capa de um livro é uma das poucas embalagens que é parte do produto. Não é descartável e, em condições normais, permanece conectada ao produto até o seu derradeiro fim."

*Transcrito do blog “O Capista”



 AS CAPAS DE LIVRO DA EDITORA PIMENTA MALAGUETA

                                     CAPISTA: NILTON REZENDE



                                        CAPISTA: ALEXANDRE BOURE




CAPISTA: EDITOARTE

CAPISTA: DUAL,GERADOR DE IDEIAS



CAPISTA:SILENT DESIGN



CAPISTA:EMPRESA GRÁFICA DA BAHIA



















domingo, 20 de março de 2016

AUTOR,SEU LIVRO PASSO -A - PASSO





                                                       O BLOG DO ESCRITOR

                                     21 DE MARÇO/16


AUTOR,SEU LIVRO PASSO – A –PASSO



“Ninguém recebe um sonho sem receber ,também,os meios de realizá-lo.”

Bom,você já tem a ideia e a disposição de fazer seu livro.Já  sabe o número de páginas,já definiu a quantidade de exemplares,já escolheu o homenageado com a dedicatória e já escolheu o prefaciador.Também já tem uma ideia da capa e do título.
Depois de pesquisar bem ,ouvir informações e assuntar por ai ,até já escolheu o editor.Telefonou pra ele,marcou visita.Sabe que publicará um livro sob demanda ,o que quer dizer  que contrata os serviços de uma editora e paga por eles.O que quer dizer que o livro é seu e nenhum editor vai mandar no seu trabalho.Você poderá vender,doar, expor seu livro á vontade.E,também,não pagará mais nada por ele.Realizado o serviço  ,pago as contas ,você só terá contato com seu editor se quiser.Você decide se o põe nas livrarias pagando 50% ,ou nas distribuidoras ,ou nas bancas.Se vai vendê-lo nas escolas,nas portas de fábricas , nas ruas ou nas praias. Se vai fazer um lançamento festivo com direito a champanhe ou não.O mundo é seu.Você encara o trabalho com alegria,ciente de que seria assim.Ganhar 100% do preço de capa e ainda formar uma carteira de leitores é a glória.
Você sabe que sucesso só vem antes  de trabalho no dicionário.E,parte pra luta.

1º PASSO:

Com um pendrive,um original embaixo de braço ou levando ,apenas,suas esperanças você parte para a editora escolhida.Mandou o arquivo do livro em Word,o editor leu e analisou converteu em PDF e pediu o custo gráfico;primeiro passo para se fazer o orçamento do livro.A gráfica sempre foi o maior custo.

2º PASSO

Seu editor pede o custo gráfico com as especificações que você escolheu:100 páginas,100 exemplares,papel offset imune, (branco ou o pólen ,da Suzano que descansa a vista) 35 grs, formato15x21,capa em papel supreme  350 grs ,com orelhas.O livro será costurado e colado (sistema hot melt) para que não solte as páginas e você não passe vergonha.
O editor pede o ISBN(  International Standard Book Number - é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país.)que é o registro internacional do livro,algo como um passaporte,único e intransferível.No Brasil ,exclusividade da Biblioteca Nacional.Na mesma ocasião pede-se o código de barras,para que o livro possa ser vendido em livrarias.
Agora,basta pedir a Ficha Catalográfica ,se possível,a oficial,para que o livro seja inscrito,sem sustos,nos prêmios e concursos  nacionais ou internacionais.
Entre os inúmeros nomes de que dispõe ,a editora seleciona os serviços de capa e diagramação, escolhe – se a fonte,faz –se o tratamento de imagens  e  revisão ortográfica.Quanto melhor o profissional maior o preço ,daí o cuidado do editor em encontrar alguém á altura do bolso do autor.
Um livro sem orelha é um livro safado,digo eu;as orelhas protegem o livro  e contém informações interessantes,tais como pequenos trechos da obra,biografia do autor,foto,depoimentos de leitores,lista de livros já publicados,prêmios recebidos etc

3º PASSO

Tudo OK o editor monta o livro para enviá-lo á gráfica.
*Capa
*Dedicatória
*Sumário( lista de capítulos)
*Apresentação  (se houver)
*Prefácio
*Texto

4º PASSO

A gráfica manda a “boneca”  (cópia da composição do  livro antes da impressão final) para o editor avaliar; trabalho de formiguinha,chato,mas,importantíssimo para evitar erros.O editor chama o autor que leva o trabalho para ser corrigido e avaliado por ele.Com calma e atenção.Lembrando que um editor avalia até 3 livros de uma vez ,portanto ,a responsabilidade da correção é do autor.

5º PASSO

 O autor aprova o trabalho que segue,enfim,para a gráfica.Dentro de 15 a 30 dias o livro sai pronto.Depois de lhe ser entregue a editora separa um volume para o Depósito Legal,na Biblioteca  Nacional.Enfim,você estará na lista dos escritores brasileiros para sempre.

LEMBRETE
Para terminar o serviço precisa-se de ,no mínimo,60 dias entre o contrato e a execução.
Importante o autor saber o que quer e não ficar fazendo trocas ou mudanças a qualquer hora ,principalmente depois do serviço feito.Capistas e diagramadores detestam consertos e ,muitas vezes,como é justo,cobram o trabalho feito novamente.Bom é saber o que se quer.
Bem ,livro pronto ,agora é correr pro abraço.
BOA SORTE!





                                            O TRABALHO DE JACÓ



Sete anos de pastor  Jacó servia, Labão,pai de Raquel,serrana bela...
Assim começa Camões um dos seus mais belos sonetos.
Relendo-o outro dia,como sempre faço,comparei o trabalho de Jacó com o nosso trabalho literário. Como o moço judeu,futuro patriarca de uma nação,cortejamos  a glória literária,um patrão tão oportunista e sem caráter como Labão,que escravizou durante sete anos –e depois mais sete- o jovem ,até que lhe desse a recompensa com que ele tanto sonhou:o amor de Raquel.
Vivendo num país onde quase ninguém lê,onde o Ministério da Cultura só dá chances á panelinha,lutamos e gastamos muito dinheiro e suor para tentar mostrar o nosso talento.
Tudo, o novel escritor precisa pagar; ele não dispõe de um Mecenas,ele é O Mecenas;para adquirir visibilidade ,a primeira coisa que precisa fazer é valer-se da Internet;escrever num site bem avaliado,ajuda muito.Sites,quase todos pagos.E os mais procurados,muito caros. Depois, já razoavelmente conhecido,começa a receber convites das editoras; mas,para publicar,tem que pagar .Caro! Sabem que as pequenas Editoras, praticamente vivem disto?Nunca foi tão oportuno o velho ditado:”o sabido vive do bobo e o bobo do seu próprio trabalho”.E “trabalho”,na literatura,significa talento;talento,que,como Onan,você vai despejando seu sêmen em solo árido,sem perspectivas,nem esperanças.
Participei recentemente de duas coletâneas, um bom caminho para se tornar conhecido-e o mais barato-.. Paga-se para participar,a pequena editora embolsa o suado dinheirinho,publica seu livro,juntamente com trabalhos de outros participantes,envia-lhe os  livros(de 30 a 50 exemplares) recebidos com alegria  -agora,sim,sou um escritor profissional-e começa o seu pior trabalho:a distribuição.
Você recebe uma pilha de livros e tem que vendê-los. Mal entrega os volumes ,a Editora, como mulher caprichosa que já recebeu o seu,some do seu raio de visão.Vai procurar outros candidatos a Mané  e,os acha,porque a vaidade e a esperança,andam de mãos dadas.Até mesmo nós,um dia caímos em outra.
Conversando com muitos colegas escritores percebo que o problema é o mesmo e ,infelizmente, se repete.Se o futuro acadêmico tiver família grande e for bem relacionado,passar os livros não fica muito difícil;os parentes,os pacientes(se for médico),os alunos(se,professor),os amigos,vão adquirindo por gosto ou contrafeitos,para não decepcionar o amigo.Alguns a gente oferece,faz doações a bibliotecas,escolas,formadores de opinião,permuta com outros colegas,vale ser falado e comentado.
No meu caso, coloquei nos sites de vendas na Internet,distribuí em livrarias (consignados,é claro),o certo é que passei quase tudo.
Mas, digamos que o leitor e candidato a autor seja um sortudo e uma grande Editora  lhe contrate,mesmo você não sendo puta(veja a Bruna Surfistinha), artista global ou atleta famoso.Saiba que a Editora fica com até 80%dos seus ganhos;se vender $100.000 reais,você só leva $ 20.000 .  É isso aí,cara pálida!Nas pequenas, o direito autoral é seu,mas você só leva 10%.Ou,paga a edição,mas,vai penar para vender.
Eu continuo , porque foi isto que escolhi;gastos,trabalhos,ouvir nãos redondos ou quadrados não me assusta.Mas,achei que não seria mal contar para os sonhadores como é que a banda toca.
Procuro conhecer novas técnicas: e-book,o livro digital,publicar fora do Brasil,quem sabe em edições de bolso,nunca tive medo de luta.Mas,é preciso ter dinheiro na caixinha e estar disposto a gastá-lo,bem como as solas dos sapatos.
Se a gente  acredita,vale a pena.Não sem antes registrar-se na Biblioteca Nacional.Quando meu pai comprava fazendas,corria logo para o Cartório e me dizia:_Quem não registra não é dono.O mesmo vale no terreno literário;mesmo com o MST na nossa cola,roubar um texto é muito mais fácil que roubar terras.Olho nos espertalhões.E Boa Sorte!
Escrito a 25/6/11


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INBOX: Miriam de Sales



                                                         PRÓXIMA POSTAGEM:28/3/16

                                                                   CANTINHO DO RISO