QUALIDADE E EXCELÊNCIA!

A PIMENTA MALAGUETA APROVA!

Os Jardins de Academus

“Os livros são o tesouro precioso do mundo e a digna herança das gerações e nações."

Henry David Thoreau

segunda-feira, 17 de março de 2014

Miriam de Sales: O SÁBIO E O POETA

Miriam de Sales: O SÁBIO E O POETA: o blog de março/14 curta! O SÁBIO E O POETA O desejo do sábio é explicar a vida;a aspiração do poeta é cantá-la. O sábio s...

quarta-feira, 5 de março de 2014

sábado, 1 de março de 2014

Contos e Causos: ELES CONTAM MINHA HISTÓRIA

Contos e Causos: ELES CONTAM MINHA HISTÓRIA:                                NOSSO BLOG DE FEVEREIRO/14                                                           BEM  VINDO...

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

TRADIÇÕES DO NATAL: O PRESÉPIO









TRADIÇÕES DO NATAL: O PRESÉPIO
Devido ao Censo ordenado pelo Imperador Augusto, a família de Jesus teve que se deslocar para Belém da Judéia e,como era de se esperar,não encontrou acomodações dignas para Maria,grávida de nove meses.
Aflito,José os acomodou numa gruta ou cabana,fazendo uma caminha de palha para o Menino,nascido há pouco.
Este lugar, sem conforto,mas,limpo e seco,era onde se colocavam os animais para descanso e se chamava presépio,ou curral,ou  estábulo.
A primeira representação do presépio  ligado ao nascimento de Jesus,foi feita na Itália,no sec.XII,por São Francisco de Assis,em forma de teatro popular. Difundido por toda a Europa cristã ,no sec.XVI,teve,em Portugal,o seu ápice,com as autarquias bancando a festa,como na Vila  Nova de Famalicão,cujo presépio era considerado o mais belo.
Dele constava a Sagrada Família, anjos ,animais,como a vaca e o burrinho,além de figuras portuguesas típicas como o moleiro e seu moinho,a lavadeira,os bailarinos,a mulher com o cântaro na cabeça,as figuras em barro,verdadeiras obras de arte.
No Brasil do sec. XVIII,os presépios eram parecidos com os portugueses;os pintores,encarnadores  de imagens,artistas populares,se esmeravam na confecção das figuras. Cidades,montes,rios,tudo era fabricado e formava o cenário propício à tão bela tradição.
As encomendas eram muitas e os ganhos, fartos.
Ganhadeiras, trazendo grandes tabuleiros à cabeça, apregoavam esses artefatos,chamando a atenção dos compradores balançando um chocalho de folha de flandres e cantarolando:
As barras do dia
Já vem clareando;
Que belo menino
Na Lapa,chorando.
Era a certeza que o Natal vinha chegando.
Igrejas, conventos e casas de família armavam seus presépios cada uma querendo ser melhor que o  outro,para isso não medindo esforços nem gastos.
O mais afamado presépio da época era o da Soledade, pela beleza das figuras,obra do grande escultor Bento Sabino dos Reis.
Nesta época,em Portugal e quiçá,na Bahia,o presépio era armado no Advento,porém,sem o menino,colocado na noite de 24 de dezembro,após a Missa do Galo.

Logo cedo, toda a família, escravos,agregados se mobilizavam para  a construção do presépio;os fâmulos saiam á busca das folhas de pitangueira,pinhas  e das frutas do Natal que colocavam sobre uma mesa,os galhos arqueados formando  arcadas,enfeitados de flores silvestres e pequenos frutos.
No interior da Lapa, formada,quase sempre de papel grosso pintado de tinta marrom,repousava o Menino,entre palhas,de um lado a Virgem,do outro,São José,os demais personagens,os pastores e os Reis Magos,em profunda adoração.

Pessoas embasbacadas abriam a boca de admiração: estava lá o monte escarpado, as águas cristalinas,correndo sinuosas,tendo ao fundo a cidade de Belém com suas torres,zimbórios e fortalezas;os três reis com seus criados;animais de carga.Diversas árvores e arbustos,animais de criação,pastores com oferendas,figuras portando túnicas de linho e sandálias.
No alto,céu de estrelinhas douradas,feitas de papelão e areia brilhante,nuvens de algodão.
Contempla o quadro divino
São José,ajoelhado,
E a Santíssima Maria
De Jericó, meiga flor.

As moças e matronas da família, além das visitas, cantavam:
Santo,santo,santo
Hoje é quem brilha
Salve  o Verbo Encarnado,
Deus e maravilha.
Depois, seguia-se a lauta ceia com muitas iguarias, o vinho do Porto,os frutos saborosos e carnudos,o roxo vinho Figueira,os licores,a doçaria;bebia-se à saúde da dona da casa e até ao Deus Menino. Depois, uma animada função,como se chamavam os bailes ,que se prolongavam até o amanhecer, pois, nesta noite feliz,ninguém dormia.
E a tradição continua. Em Recife ,o escritor Melquíades Montenegro tem uma coleção de mais de 700 presépios,coisa linda de se ver.





segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A FLIMAR E EU,UMA RELAÇÃO DE MUITO AMOR.

                                   


 A FLIMAR E  EU ,UMA RELAÇÃO DE MUITO AMOR
Quando cheguei á Flimar,em 2010 era apenas uma escritora em começo de carreira.Fui ,por minha conta e risco sem lenço,nem documento,nem convite.Cheguei,vi e gostei.Conheci o Carlito Lima e outras pessoas importantes que participavam da  festa:jornalistas,escritores,artistas e,principalmente,o povo alagoano,por quem fui recebida de braços abertos.A paisagem me encantou e jurei voltar mais vezes.A cidade de Marechal Deodoro tem tudo a ver comigo,com o que respeito e aprecio:tradição,casario antigo muito bem conservado,povo simples e amistoso ,uma orla lagunar,incrível.Que o prefeito Cristiano Mateus melhorou por demais.Quando voltei,mais uma vez,ano passado,fiquei deslumbrada.Muitas obras,uma cidade limpa e organizada,segura e tranquila.
A 2ª Flimar fui como convidada;estava,enfim,entre os grandes da Literatura,meus ídolos:Antonio Torres,Marina Colasanti,Ignácio de Loyola Brandão.Sou tiete de todos e bebia suas palavras.Aprendi por demais,pois é para isto que vamos á essas festas;para ver ,aprender e curtir.O  Mauricio Mello Jr. (TV Senado) e sua esposa Yara foi outro amigo conquistado; uma figura,o Maurício! Nunca o vi triste.Nem desanimado.
As palestras,no SESI e IFAL foram um caso á parte;adolescentes e adultos voltados para a aprendizagem, ouvindo-me com atenção e entusiasmo,escolas limpas e bem tratadas,professores gentis.
O primeiro mundo numa pequena cidade do interior de Alagoas;o Graciliano gostaria disto.Valeria um livro,Mestre Graça!
Pairando sobre tudo,o Capita,alma desta festa. Um Carlito Lima seria necessário em toda cidade  brasileira.Deveria fazer escola.Criar o carlitismo,onde se aprenderia a criar,organizar e manter festas literárias onde antes pareceria impossível.
Na 3ª Flimar,já estava em casa;feitos inúmeros amigos,louca para revê-los,adquirindo novos,como a Lizien,belíssima e inteligente,a Nana, da Biblioteca Nacional ,Carla Nobre e Chico de Assis e seus versos maravilhosos, duas figuras adoráveis e,sobretudo ,Ledo Ivo,inesquecível.Ofereci-lhe o “Bahia de Outrora”;recebeu com um sorriso e me deu um beijo na testa.Nos bastidores,perguntou ao Carlito,mostrando o exemplar : -Presta?
Deve ter gostado do livro e da  resposta,pois,um belo dia recebo muitos exemplares de livros da sua autoria,acompanhado de um convite para visitá-lo na ABL.Um pouco antes da sua partida para Órion –sim,tenho certeza que está em Órion,onde mais ficaria o poeta?!Os livros,com doces dedicatórias,eu os guardo com carinho na parte mais visitada da minha biblioteca.Um destaque especial para o Sarau na Casa do Marechal.Muitos bons poetas reunidos,um clima de alegria e pura poesia.
Ano passado,declamei um poema em homenagem ao meu marido,grande companheiro,que estava hospitalizado em Salvador. A pedido de Chico de Assis,repeti o feito no barquinho da Braskem,em plena lagoa Saiu até nas gazetas,vejam vocêsBem,chegamos á 4ª Flimar.Desta vez,em duas mesas e três palestras.As palestras são muito importantes para mim,rever esses meninos e meninas tão belos e interessados,falar para eles,mas,também ,escutá-los,participar dos seus sonhos e esperanças.Revivo e revigoro-me sobre os ares de Marechal.Para mim,a verdadeira fonte da juventude.
Longa vida á Flimar e a seus organizadores!




                    IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO E EU -2ª FLIMAR








AS PITANGUINHAS -2ª FLIMAR.AO MEU LADO A QUERIDA EDNA LOPES