QUALIDADE E EXCELÊNCIA!

A PIMENTA MALAGUETA APROVA!

Os Jardins de Academus

“Os livros são o tesouro precioso do mundo e a digna herança das gerações e nações."

Henry David Thoreau

sábado, 31 de maio de 2014

Salone Internazionale del libro di Torino 2014 - Edizioni Mandala - A.C....

UMA BOA VIAGEM COMEÇA COM UM BOM TIMONEIRO... E UM BOM DIVULGADOR.

                                TRAÇOS & COMPASSOS



                                         BLOG DE MAIO/2014

UMA BOA VIAGEM COMEÇA COM UM BOM TIMONEIRO... E UM BOM DIVULGADOR.



ESCRITORAS ISABEL PAVESI, JÔ MENDONÇA E MIRIAM DE SALES .PRESENÇAS NO SALONE INTERNAZIONALE DEL LIBRO.
Divina Comédia, canto VII
“Quem pelo seu saber tudo transcende,
Os céus criando, guias elegeu-lhes;
75 E toda parte a toda parte esplende,

“Pela luz que igualmente concedeu-lhes.
Assim fez aos mundanos esplendores,
78 Geral ministra e diretora deu-lhes...”
                                       Dante Alighieri



Navegar é preciso,mas,para atravessar verdes mares bravios fora da nossa terra natal,é  necessário segurança,pois,ela nos trás certezas  e bons auspícios.
Ninguém é vitorioso sozinho e uma equipe de apoio faz toda a diferença.
Poucos são profetas em sua própria terra, mas ,em longes terras ,talvez tenhamos mais chances;afinal é o novo,o exótico que sempre atrai.
Saí para Turim sem lenço ,mas,com alguns documentos,mas,como saem em geral os nordestinos para a terra da promissão,S. Paulo,no escuro,levando apenas uma mala cheia de livros e de esperanças;
voltei com a mala vazia de livros e com a esperança renovada.
Tudo aconteceu como foi prometido e esperado.Cheguei atrasada quase dois dias,perdi o famoso jantar de confraternização,num ambiente principesco ,mas,ao entrar  no monumental Salão,surpreendeu-me a beleza do stand,o carinho da recepção e,o que é mais importante,o tratamento igual para todos,fossem novatos ou antigos participantes.
Uma imagem fala mais que mil palavras,você ,leitor interessado,viu o vídeo,portanto não vou ocupar o seu  tempo falando do material,á vista de todos,mas,sobre aquilo que não se vê,porém,é o essencial invisível para os olhos,do que falava Saint Éxupèry.
Vou fazer a louvação da Mariana Brasil e equipe,gente da A.C.I.M.A ,que conseguiu manter elevado o astral de todos os autores participantes,inserir confiança e segurança e extrair ao vivo belas entrevistas,mesmo entre aqueles cujo dom da palavra é mais difícil que o dom da escrita.
Como uma mãezona ,a Mariana,literalmente desdobrava-se ,cuidando de cada um e juntamente com a Ana Miquelin,sua irmã  e  seu filho Wallace,senhor das fotografias,tornou essa nossa  incursão turístico – literária em Turim,numa viagem de sonhos.
Num salão apinhado,com centenas de editores italianos e europeus,nosso stand,muito bem localizado –ficamos de frente á Sala Bianca (o café literário ,de lá) e o stand do Vaticano,país homenageado este ano – a visita ao stand brasileiro ,chamava a atenção;dezenas de pessoas passavam por lá,paravam,assuntavam,compravam livros e conversavam com os autores.Há muitos brasileiros vivendo e trabalhando em Turim,além do que,sendo a imigração italiana muito forte no Brasil,muitos tinham parentes ou amigos por aqui.
Saíam felizes,pois,recebiam carinho e atenção ,além dos brindes ( eu distribui para todos o e-book “A Bahia de Outrora”,além de folders e medidas do Bonfim) e o melhor jornal informativo -  literário do Brasil,o “Sem Fronteiras”,ofertado á larga,principalmente entre os inúmeros brasileiros presentes.
A equipe deste jornal é danadinha;desde os responsáveis Dyandreia e Fábio Portugal, até as colunistas –estávamos lá eu e a Jô Alcoforado –nos desdobrávamos para falar do Brasil e ,através do jornal,mostrar o que fazemos e como é feito o movimento literário em nosso país. Eles correram Seca e Meca,Paris,Genebra,Turim,divulgando,mostrando,apoiando. E,tudo isso sem nenhum apoio governamental,nem mesmo um muito obrigado,nem para nós ,escritores,nem para os organizadores ou para os jornalistas.
Danem – se eles!Abrimos os nossos magros bolsinhos e continuamos fazendo o que sabemos fazer,escrever,publicar,divulgar.
Avanti allora!

 MARIANA BRASIL ,COMANDANTE DO STAND BRASILEIRO EM TURIM.


                                         VOLTE SEMPRE!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Miriam de Sales: O SÁBIO E O POETA

Miriam de Sales: O SÁBIO E O POETA: o blog de março/14 curta! O SÁBIO E O POETA O desejo do sábio é explicar a vida;a aspiração do poeta é cantá-la. O sábio s...

quarta-feira, 5 de março de 2014

sábado, 1 de março de 2014

Contos e Causos: ELES CONTAM MINHA HISTÓRIA

Contos e Causos: ELES CONTAM MINHA HISTÓRIA:                                NOSSO BLOG DE FEVEREIRO/14                                                           BEM  VINDO...

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

TRADIÇÕES DO NATAL: O PRESÉPIO









TRADIÇÕES DO NATAL: O PRESÉPIO
Devido ao Censo ordenado pelo Imperador Augusto, a família de Jesus teve que se deslocar para Belém da Judéia e,como era de se esperar,não encontrou acomodações dignas para Maria,grávida de nove meses.
Aflito,José os acomodou numa gruta ou cabana,fazendo uma caminha de palha para o Menino,nascido há pouco.
Este lugar, sem conforto,mas,limpo e seco,era onde se colocavam os animais para descanso e se chamava presépio,ou curral,ou  estábulo.
A primeira representação do presépio  ligado ao nascimento de Jesus,foi feita na Itália,no sec.XII,por São Francisco de Assis,em forma de teatro popular. Difundido por toda a Europa cristã ,no sec.XVI,teve,em Portugal,o seu ápice,com as autarquias bancando a festa,como na Vila  Nova de Famalicão,cujo presépio era considerado o mais belo.
Dele constava a Sagrada Família, anjos ,animais,como a vaca e o burrinho,além de figuras portuguesas típicas como o moleiro e seu moinho,a lavadeira,os bailarinos,a mulher com o cântaro na cabeça,as figuras em barro,verdadeiras obras de arte.
No Brasil do sec. XVIII,os presépios eram parecidos com os portugueses;os pintores,encarnadores  de imagens,artistas populares,se esmeravam na confecção das figuras. Cidades,montes,rios,tudo era fabricado e formava o cenário propício à tão bela tradição.
As encomendas eram muitas e os ganhos, fartos.
Ganhadeiras, trazendo grandes tabuleiros à cabeça, apregoavam esses artefatos,chamando a atenção dos compradores balançando um chocalho de folha de flandres e cantarolando:
As barras do dia
Já vem clareando;
Que belo menino
Na Lapa,chorando.
Era a certeza que o Natal vinha chegando.
Igrejas, conventos e casas de família armavam seus presépios cada uma querendo ser melhor que o  outro,para isso não medindo esforços nem gastos.
O mais afamado presépio da época era o da Soledade, pela beleza das figuras,obra do grande escultor Bento Sabino dos Reis.
Nesta época,em Portugal e quiçá,na Bahia,o presépio era armado no Advento,porém,sem o menino,colocado na noite de 24 de dezembro,após a Missa do Galo.

Logo cedo, toda a família, escravos,agregados se mobilizavam para  a construção do presépio;os fâmulos saiam á busca das folhas de pitangueira,pinhas  e das frutas do Natal que colocavam sobre uma mesa,os galhos arqueados formando  arcadas,enfeitados de flores silvestres e pequenos frutos.
No interior da Lapa, formada,quase sempre de papel grosso pintado de tinta marrom,repousava o Menino,entre palhas,de um lado a Virgem,do outro,São José,os demais personagens,os pastores e os Reis Magos,em profunda adoração.

Pessoas embasbacadas abriam a boca de admiração: estava lá o monte escarpado, as águas cristalinas,correndo sinuosas,tendo ao fundo a cidade de Belém com suas torres,zimbórios e fortalezas;os três reis com seus criados;animais de carga.Diversas árvores e arbustos,animais de criação,pastores com oferendas,figuras portando túnicas de linho e sandálias.
No alto,céu de estrelinhas douradas,feitas de papelão e areia brilhante,nuvens de algodão.
Contempla o quadro divino
São José,ajoelhado,
E a Santíssima Maria
De Jericó, meiga flor.

As moças e matronas da família, além das visitas, cantavam:
Santo,santo,santo
Hoje é quem brilha
Salve  o Verbo Encarnado,
Deus e maravilha.
Depois, seguia-se a lauta ceia com muitas iguarias, o vinho do Porto,os frutos saborosos e carnudos,o roxo vinho Figueira,os licores,a doçaria;bebia-se à saúde da dona da casa e até ao Deus Menino. Depois, uma animada função,como se chamavam os bailes ,que se prolongavam até o amanhecer, pois, nesta noite feliz,ninguém dormia.
E a tradição continua. Em Recife ,o escritor Melquíades Montenegro tem uma coleção de mais de 700 presépios,coisa linda de se ver.